Quem nos conhece sabe que no momento que escrevemos esse post estamos na Inglaterra fazendo um Intercâmbio Voluntário e, talvez, você esteja se perguntando: o que raios é um intercâmbio voluntário?

Como muitos amigos nos pediram, decidimos explicar passo a passo o nosso intercâmbio e como tem sido as coisas até aqui.

Então vamos do começo…

Em 2019 estávamos decididos a acelerar nosso inglês e morar fora por um tempo, mas não sabiamos nem como começar para tirar esse plano do papel. A primeira coisa que nos limitava: dinheiro. Fizemos alguns orçamentos com agências de intercâmbio e o mais barato que conseguimos era para Dublin por R$30.000 pra cada, onde teríamos que arrumar um emprego no primeiro mês para conseguirmos nos manter, e pensamos “no way!”. Para juntarmos essa grana teríamos que batalhar muito. Nessa época, morávamos juntos e pagávamos aluguel então esse valor estava muito longe da nossa realidade.

Começamos a pequisar MUITO, basicamente entramos no site do governo de todos os países que falam inglês e passamos visto por visto até acharmos o “Tier 5 – Voluntary Worker” no site do governo britânico.
Nele, vimos que teríamos que pagar “apenas” o visto, taxa de saúde do NHS (o SUS daqui), passagens aéreas e passaporte. E também que, para conseguirmos esse visto, teríamos que ter um patrocinador, que poderia nos oferecer alimentação e acomodação em troca do nosso trabalho. Então, finalmente tínhamos encontrado o nosso intercâmbio! Mesmo a libra sendo mais cara que o dólar e euro, o valor que teríamos que desembolsar era muito menor do que todos os outros que tínhamos visto até então.

Então, para resumir: No Intercâmbio Voluntário no Reino Unido (visto Voluntary Worker) você oferece seu tempo e disposição de trabalho em troca de acomodação, alimentação e ajuda de custo (não são todas as instituições que oferecem). As instituições para o intercâmbio são muito variadas, vão desde dar suporte e apoiar no dia a dia de pessoas com câncer, dificuldades de aprendizem, como a Sindrome de Down por exemplo, ou até a ajudar no resgate de animais marinhos. A lista é imensa e são MUITAS opções. Se você tem interesse vale a pena pesquisar cada uma delas e buscar mais informações de acordo com o seu objetivo.

Ficamos animados e fizemos um cálculo belezuca de quanto teríamos que economizar e em quanto tempo conseguiríamos embarcar (se conseguissemos um patrocinador, é claro).

Foi aí que chegou a pandemia.

Março, 2020. Tudo mudou.

Depois de um carnavral bem aproveitado, veio o (maldito) coronavírus. Vino teve redução salarial e nossos planos começaram a sair dos trilhos.
A Bia foi trabalhar em Home Office enquanto o Vino trabalhava poucos dias, já que o trabalho dele não permitia a modalidade remota.
Isso impactou bastante no nosso orçamento e em alguns momentos pensamos até em desistir.
Alguns meses depois o Vino mudou de empresa e a Bia foi promovida e finalmente as coisas voltaram a melhorar.

Em janeiro de 2021 decidimos entrar em contato com os patrocinadores para tentar uma vaga. Mas, como dito anteriormente, pandemia. Falamos com muitas instituições e praticamente todas nos deram uma negativa. Não estavam aceitando voluntários no momento e muitas até citavam que não estavam aceitando do Brasil (risos).
Depois de muita procura e vários e-mails enviados, encontramos a instituição que estamos agora.

Primeiramente eles nos responderam que não estavam aceitando no momento e nos questionaram se não gostaríamos de ir apenas em setembro (planejávamos para junho). Respondemos perguntando se poderíamos começar a aplicar naquele momento e se eles gostassem do nosso perfil ficávamos com nossa vaga guardada até setembro.
Eles acharam uma boa ideia e nós também, então seguimos com a aplicação e marcamos uma entrevista.

Farei aqui uma pausa importante para dizer: vamos explicar passo a passo sobre todo o processo, caso você tenha interesse de fazer também. Essa apenas uma (longa) introdução de como chegamos até aqui.

Voltando ao que interessa…

Nesse meio tempo começamos a caçar nas redes sociais pessoas que fizeram esse tipo de intercâmbio e a maioria delas diziam que não passaram na primeira entrevista. Aí pensamos: fod#u!
Essa foi a única instituição que nos deu um retorno positivo e se não formos bem na entrevista lascou.
Na época a Bia estava com um inglês intermediário e o Vino pré-intermediário, então o que mais nos assustava na entrevista era o idioma.
Com muita reza e treino do que iríamos falar, deu certo!

Passamos na entrevista e já foi chegando um novo desafio: começar a solicitação do visto.

Mas aí já é história para outra postagem.

Se você tem interesse de fazer o intercâmbio voluntário, sugerímos para que você siga essa sequência de posts:

  • Como encontrar a instituição ideal para o meu intercâmbio (em breve)
  • Como foi nossa entrevista para fazer o Intercâmbio Voluntário para o Reino Unido (em breve)
  • Como fazer a solicitação do visto (em breve)
  • Posso fazer o Intercâmbio Voluntário para o Reino Unido com inglês básico? (em breve)
  • Como arrumar minha bagagem para o intercâmbio (em breve)
  • Como chegar no Intercâmbio Voluntário do Reino Unido já com chip internacional? (em breve)

Para acessar todos os posts relacionados ao intercâmbio, é só clicar aqui 😀

Você também pode conferir nosso vídeo com mais detalhes ❤️

E aí, conta pra gente, vocês pretendem fazer o intercâmbio voluntário também?

Nos vemos na estrada!

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